Fan fic: O percursor da morte

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Fan fic: O percursor da morte

Mensagem por Massensterben em Dom Ago 30, 2015 11:32 pm

Esta fan fic NÃO É baseada em fatos nem em pensamentos reais, portanto, escusam de contatar as Villas Ramadas.

 
 
Vocês sabem o que é um serial killer? É uma pessoa que possui a proeza de conseguir matar três ou mais pessoas durante pouco mais de um mês, juntamente com um período de pausa significativa entre os assassinatos. Ottis Toole, Lavinia Fischer, Elizabeth Báthory, Ed Gein. Peter Norris Dupas...homens e mulheres, todos eles meus ídolos, os verdadeiros perfis de uma mente humana violenta e perversa. Será que tais perfis poderão gerar uma nova mente digna dos mesmos adjetivos? Ou talvez seja apenas um instinto nosso, surgido por volta dos tempos de infância, que nos convence a praticar o contrário do que está escrito na lei. Se calhar, um fascínio por cemitérios seja a principal causa para um consequente enterro dentro deles. As vontades de mirar as lápides, ler os nomes dos sucumbidos junto com o tempo que viveram e imaginar o porquê de um recinto recheado de mortos estar à vista até do público foram sempre alguns dos meus passatempos enquanto criança. Como se quisessem que todos nós tenhamos medo da morte ou que pensássemos nisso, forçadamente...
Já tive obsessões com estrelas, dinossauros, matrículas de carros... mas nunca pensei em nada assim. Até se torna um pouco difícil imaginar-nos a pensar em tais coisas, sendo que já fomos todos bebés, tão inocentes, tão indefesos... e com o passar do tempo, cientes e repletos de ideias vingativas, nem que a sua execução dependa do referido substantivo para muitos outros humanos alheios...

Perdão por este parágrafo introdutório tão grande, nem me lembrei de me apresentar. O meu nome é Carlos Kuten, filho de pai português e mãe alemã. Tenho 19 anos e... odeio a minha vida. Se bem que odeio ainda mais a dos outros. E todos os dias penso nisto: será que posso sobrepo-la à dos restantes humanos? Creio que sim. Para dizer a verdade, tenho andado a pensar demasiado nisto, tanto que, de um modo singelo, acabei por pensar em vários planos que eventualmente conseguirão realizar os meus desejos. Sim, de um modo singelo. Sinceramente, esta minha tendência para o mal já nasceu comigo. Sinto que sou parte de Satanás... não que o seja, de uma maneira metafórica, relativa ao meu pai.

Já tinha dito que odiava a minha vida? E a dos outros também? Pois bem, repito. E tudo por causa de uma pessoa: a minha irmã. Ela chama-se Beatriz e atualmente, está grávida de 7 meses. Ela já teve o direito à sua própria casa, carta de condução e carro. Quanto a mim, sou um desgraçado. Não tenho direito a nada, a não ser a estudar, estudar, estudar. Todos os meus colegas já têm carro e alguns já têm a casa e a renda pré-paga pelos paizinhos. Sou o único que continuo a viver debaixo do mesmo teto onde nasci, rodeado pelas mesmas entidades que me observaram pela primeira vez. E embora tenham todas as possibilidades para fazer as necessidades à minha irmã, quando o assunto é sobre a minha independência, a resposta é sempre a mesma: "não temos dinheiro."

Isso revolta-me profundamente e eu tenho que pôr um fim nisto. Quero ser independente, quero que outras coisas novas e práticas entrem na minha vida. Quero estar longe da minha família e receber tudo o que eles atualmente possuem...TUDO! Mas eu já não vejo isso como um dilema, porque sei exatamente que torres precisarei de derrubar e quais as demolições que terei de arquitetar. Quando todas as elevações perecerem diante dos meus pés, construirei o meu próprio altar, num império independente.
Mas para o meu modus operandi, terei de continuar dependente de alguns fatores alheios. Sem a negrura da natureza, não estenderei o meu passo.
 
A morte é a única promessa que se concretiza realmente. Mas quando isso ocorrerá, ninguém sabe ao certo. Se eu pudesse, ao menos, adiantar o relógio da morte...
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Re: Fan fic: O percursor da morte

Mensagem por Pam Shindou em Dom Ago 30, 2015 11:42 pm

Wow Nessie, muito interessante!
Gostei desta introdução, não detetei nenhum erro por aí e está tudo bastante fluído e cenas. Estou a apreciar a maneira como estás a abordar o assunto.
Enfim, quero ver mais do que vai na mente do Carlitos, continua!
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Re: Fan fic: O percursor da morte

Mensagem por Massensterben em Seg Ago 31, 2015 9:58 pm

Esta fan fic NÃO É baseada em factos nem em pensamentos reais, portanto, escusam de contatar as Villas Ramadas.
 
 
Dia 10, Sábado
 
Hoje comecei com os meus planos de luta pela independência: após uma primeira construção, pude finalmente derrubar as torres, sendo o obstáculo inicial... a minha querida mãe.
Sempre presente em casa, a tratar das tarefas domésticas e o melhor: na ausência do meu pai e da irmã. Incessantemente com a tradicional preocupação de mãe, fazia-me milhares de perguntas totalmente desnecessárias acerca de mim e dos meus afazeres, suspirando um leve "enfim" para cada resposta sonoramente grosseira que ouvia. Provocadora, facilmente irritável e completamente drogada, estas são as palavras que melhor caracterizam este monstrengo que vive na minha casa. A principal causadora de problemas entre a família, sendo estes ininterruptos no meu tempo de criança. Ocorreram, inclusive, momentos em que me apetecia matá-la ou mandar alguém fazê-lo. Mas hoje, não tive de pagar a ninguém para espalhar o sangue, mas houve realmente um pagamento realizado por alguém...com a sua própria vida.

Ora lembram-se da preocupação de mãe que referi? E será que conseguem imaginar uma preocupação vinda de um filho? Mas em arranjar um lugar para arrumar com o cadáver decepado de um familiar? Essa foi uma das minhas maiores preocupações, mas nada que eu não conseguisse resolver, pelo menos, atenuar...

O meu primeiro passo foi desligar o quadro elétrico, mas apenas para as funções restritas às telecomunicações, de modo a que o fixo ficasse inutilizável. A internet também fora desativada. Entretanto, ouço um barulho vindo do meu telemóvel, que trazia, cautelosamente, para me manter atualizado acerca das ações do meu pai e da minha irmã. O curto som que ouvira tinha sido o do Whatsapp, que só funciona se a internet estiver ligada. Porém, eu não estava a usar a de casa, mas sim a dos dados móveis que a operadora oferece a cada mês.
Era uma mensagem da minha irmã: dentro de uma hora, estaria em casa. Foi aí que eu entendi a necessidade de me despachar. Sem mais rodeios, dirigi-me à cozinha, onde estava a minha mãe, a preparar carne para o jantar. Com um facão Machete Kukri, um leve deslize pela carne podia dilacerá-la em dois bocados, instantaneamente. E aí, eu decidi tirar o pão do respetivo saco, com a fingida intenção de querer comer uma sandes. Através da desculpa "nenhuma destas facas em volta presta", foi-me dado o facão que tanto adorei manusear. Sentia-me como um verdadeiro assassino. Não demorou muito para que eu pudesse deixar de me sentir espiritualmente como um açougueiro e conseguisse sentir na pele a sua designação. E fazer um alheio senti-la igualmente...

Não pensei em deixá-la virar-se de costas para poder atacar. Estava totalmente indefesa e desarmada, o que poderia fazer para se defender de um homem com uma faca em sua direção? Foi aí que cravei a pequena superfície arredondada da faca na nuca da minha primeira vítima. Imediatamente, caiu no chão de costas, virada para mim, a balbuciar palavras que nem sequer entendia, devido ao sangue todo que gorgolejava na boca. Senti o fluído quente a escorrer pelas minha mãos e vi a minha mãe, quase morta, deitada no chão, a contorcer-se e a tentar elevar-se. Não mexia sequer os seus membros, apenas o tronco, assemelhando-se a um verme aflito após ter sido pisado. As suas últimas palavras não foram inteligíveis. Nem eu sequer prestei atenção à última vez que tivemos a possibilidade de falar mutuamente

A sua face aparentava um extremo padecimento, com a boca totalmente aberta, mas repleta de sangue, que continuava a escorrer aos montes e os olhos... os seus olhos estavam muito abertos e chorosos. Gemia e chorava, tanto que pôde limpar, parcialmente, a face coberta de sangue. Os seus olhos indicavam remorso, muita culpa, culpabilizando-se, possivelmente, pelo facto de não ter sido boa mãe... tal como ela sempre receava.
Não consegui conter as lágrimas e chiei, como uma ratazana no seu último suspiro. A minha cara devia parecer-se com uma cascata. Mas não podia dar-me por vencido e continuei a golpeá-la com o facão. A cada injúria que lhe provocava, vinham-me à cabeça memórias suas, dos bons e poucos momentos que passei junto com a minha mãe. E a cada injúria que lhe provocava, ela gemia ainda mais alto, como se quisesse pedir desculpa e que era bem possível que pudéssemos ter passado ainda mais bons momentos juntos, numa voz lacrimosa, da maneira que eu imaginava.

Não havia maneira de eu não poder chorar. Mãe é mãe.
O meu coração batia cada vez mais rápido e pensava eu para mim...:
 
Perdoa-me minha querida mãe, eu não queria fazer isto, eu não queria, não queria! Foste a única pessoa que se deu ao trabalho de me ajudar a sobreviver neste mundo recheado de pequenos insetos chamados humanos... mãe, minha querida mãe, tu foste o único humano pelo qual pude expressar o sentimento de afecto e amor. Perdoa-me, minha mãe.
 
E antes de terminar a minha tese depressiva, já estava ela morta. Branca como a neve, repleta de camadas vermelhas, como Marte... Marte, o planeta vermelho, simbolizador da guerra, do sangue, da violência... da morte...
 
Nem demorei sequer cinco minutos para completar a minha primeira missão. Ainda precisava de tratar da minha irmã, nos seguintes cinquenta minutos. Precisava de preparar algo para o jantar. A carne de vaca estava quase toda cortada, mas numa oportunidade destas, não pensei imediatamente nisso. Pensei em cortar e cozinhar a carne da minha mãe. Desde há uns tempos para cá que tive uma estranha vontade de provar carne humana. E apostei que a minha irmã não iria sentir um sabor diferente, caso eu a misturasse com a carne de vaca. O meu pai chega mais tarde a casa, dando-me um tempo para pensar no que fazer seguidamente.
 
Juntei os pedaços que cortei dos braços e dos seios com o cozido regular numa panela de pressão. Deixei a carne aquecer durante vinte minutos, tempo suficiente para transportar o cadáver para o porão, limpar o chão e mudar de roupa. Não estava receoso quanto a colocar as minhas vestes embebidas em sangue no sítio da roupa suja, dado que não estarão muitos por cá para me perguntar o que tinha acontecido. E assim decorreu, sem muitas preocupações, a transposição do peso-morto para o local onde ficará a abastecer os ratos esfomeados de cave e a limpeza da casa. A comida estava pronta. A minha irmã chegou a casa.
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Re: Fan fic: O percursor da morte

Mensagem por Massensterben em Ter Set 01, 2015 10:03 pm


Dia 10, Sábado, continuação

Depois de mudar de roupa, Beatriz estava pronta para se saciar com a sua última refeição, junto de e preparada por aquele que a convertera num mártir.
Não trocámos uma única palavra, um para o outro, durante até ao máximo que o banquete durou. Ouviam-se apenas os barulhos estridentes que os talheres faziam ao baterem no prato, ruído estridente o suficiente para causar calafrios nos mais medricas. Provavelmente, estes suicidar-se-iam caso assistissem ao próximo avanço. In e felizmente, não ocorreu um auto-genocídio em massa, mas sim um pequeno homicídio, que não deixou as duas vítimas ilesas.

Pouco tempo depois de começar a comer, a minha irmã teve de deixar a mesa. Sentiu-se mal com a comida, disse ela. Esperei alguns momentos após a sua saída e deduzi que tinha ido para a casa-de-banho vomitar. É normal que uma pessoa com uma mente tão inocente não soubesse que a carne não era, em maioria, a de costume, comestível, mas sim a da própria mãe. E é óbvio também que apenas um ser abominável, perverso e poluído conseguisse tirar o proveito de se abastecer com carne humana, vinda do cadáver da pessoa que o trouxe ao mundo.

Levantei-me e saí. Fui também em direção à casa-de-banho, onde pude observar, pelas frestas da porta, a minha irmã, de joelhos, com a cara virada para o ralo da retrete, a vomitar. Mas que presa fácil!
Entrei de relance, tão rapidamente que ela nem teve possibilidade para se levantar, nem mesmo para se defender. Grávida como estava e pesada, pôr-se de pé de imediato seria praticamente impossível. Daí eu ter tido mais facilidade para elevar o número de vítimas a três.
Sem mais rodeios, peguei nos seus cabeços e puxei-os. Seguidamente, dei-lhe um pontapé na nuca que fez Beatriz bater com a cabeça na retrete. Foi o suficiente para a deixar inconsciente, mas não haviam certezas de uma recuperação demorada, não me reti para colocar a sua cara dentro da bacia, cheia de água suja e vomitado. Esperei que finalmente morresse por afogamento, enquanto a pontapeava ainda mais, mas na barriga. E quando deixou de resistir, entendi... ela estava morta.

Eu tinha matado a minha irmã. Mas dentro dela, ainda estava o pequeno feto do Rafael. Não sabia se ele estava vivo ou morto, portanto, vi-me obrigado a certificar-me de que o tinha exterminado completamente. Mas que culpa tem um bebé de eu não receber os mesmos privilégios que a minha irmã? Porque eu sei que, vagarosa como ela é, continuaria a viver em casa dos pais até morrer caso não tivesse sido sodomizada por um rufia qualquer. Se não tivesse engravidado, o feto nunca existiria, nem as respetivas regalias para a sua mãe. Estaríamos todos no mesmo patamar e não eu no fundo da tabela. Eu odeio ser o inferior.

Ora e como é que eu fiz para aniquilar o pequeno Rafael? Tive de despir a Beatriz e retalhar-lhe a vagina, para que ficasse larga o suficiente para puxar os seus órgãos todos até chegar ao feto. Como ainda não tinha encontrado nada instantaneamente, precisei de esquartejar também a sua barriga, com o mesmo facão Machete Kruki que tina usado para desfiar a carne da minha mãe. Depois de muitos cortes, ao meu lado vi vários órgãos desfigurados, embebedados em sangue, que pintavam de vermelho, o chão branco da divisão. Vi veias, artérias, pedaços de pele retalhada, os ovários, os intestinos saídos da barriga que cobriam uma pequena parte do corpo morto, o fígado, o estômago e finalmente, após muita procura, tinha encontrado o cordão umbilical. Puxei-o e vi, o feto, ainda quase intacto, coberto pela placenta.

Já estava quase totalmente formado, mas como já não tinha como sobreviver, só precisei de lhe injetar profundamente com a faca no corpo, provocando-lhe lacerações perturbadoras. O seu cadáver apresentava uma cor rosada, assemelhando-se a um tumor cancerígeno removido de um corpo são. Ainda adicionei algum sal hipertónico para ver, ao pormenor, o cadáver húmido e ensanguentado a contrair-se, como se fosse um cão indefeso a querer defender-se de uma pisadela vinda de um brutamontes.
E assim, exterminei o pequeno Rafael. Matei-o antes de poder viver.
Não estava a tempo de limpar todo este sangue antes da chegada do meu pai, mas foi precisamente por isso que me surgiu uma ideia brilhante.
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Re: Fan fic: O percursor da morte

Mensagem por Massensterben em Dom Set 06, 2015 10:17 pm


Olhei para trás e vi um sujeito de farda negra com o facão Machete Kruki que eu utilizara para terminar com o reinado sujo e religioso das minhas vítimas. E pensei, por um instante, que a próxima entidade a ser escavacada pela arma era para ser eu. Igualmente, um alvo sujo, porém, descontente com o segundo adjetivo, sendo que seria melhor e mais correto o rótulo de "herege".
Eu estava desarmado, não tinha qualquer meio para me defender de um portador de um utensílio bem eficaz (reconhecida assim por experiência própria e alguma alheia). Como é que eu poderia escapar deste calabouço? Fechei os olhos. Durante um momento, julguei que este fosse o último...mas não.

Que era o meu pai, já eu sabia e só podia! Mas o que ele estava a tramar, disso eu não fazia ideia. Aliás, se ele quisesse matar-me, tê-lo-ia feito na hora, impetuosamente.
Após ter raciocinado desta maneira, abri os olhos. A silhueta continuava aprumada no mesmo sítio que antes, ainda com a faca na mão. Percebi que o meu pai não iria agir violentamente contra o seu próprio filho e ergui-me, cuidadosamente, com receio de escorregar na poça de sangue que já estava espalhada por todo o chão da casa-de-banho.

De acordo com o que me contou, o meu pai tinha recolhido a arma para confrontar o tal homem encapuçado que referi anteriormente, caso este ainda estivesse dentro de casa. Alegou que patrulhou toda a casa exceto o porão: exatamente onde eu deixei o cadáver da minha mãe. Neste momento, senti a espinha arrepiada. Eu sabia que ele ia ao porão verificar se havia lá algum invasor de propriedade e logo que visse o cadáver da esposa, notaria o facto de não lhe ter contado nada acerca dela e descobriria que eu era o verdadeiro bandido da história. E mesmo que isso não acontecesse, de certo que se interferiria nos meus planos, desarranjado completamente todo o esquema, contactando a polícia e ambulâncias que acabariam por abrir caminho para a intersecção da mídia. Eventualmente, iriam descobrir que tinha sido eu o assassino. Eu até poderia matar um ou dois agentes, mas nunca conseguiria lutar contra tantos agentes autoritários juntos.

Não me lembrei de nenhum instrumento que pudesse servir para contra-atacar o meu pai e precipitado como ele era, de certo que era impossível encontrar alguma coisa mortífera antes de ele descer todos os degraus do porão. Foi a primeira vez que realmente senti algum medo desde que coloquei este plano em prática. Então, tive uma ideia melhor.

Segui-o até à sala-de-estar, onde, mesmo no fundo, se encontrava a porta para o porão. Ao abri-la, era possível notar uma extensa escadaria que se direccionava até aos confins da escuridão ambiental daquele sítio. Com o interruptor ligado, continuava a ser difícil observar corretamente o interior, dado que o local estava visualmente dominado pelo pó circundante. Não era um compartimento muito usado, além disso, a existência de ratos mexericos, que emitiam chiados agudos dentro do mesmo tornava-o acessível apenas para Lúcifer. De certeza absoluta que estes pequenos animais ajudaram a proliferar a poeira pelo porão, após terem notado a presença do cadáver que atirei lá para dentro e começado, possivelmente, a movimentar-se em seu redor, em busca dos nacos de carne mais apetitosos.

Ainda antes de eu ter estabelecido um juízo acerca do compartimento e também de o meu pai entrar nele, ele empoleirou-se para o fundo, estando situado no primeiro degrau, a contar de cima, supostamente com a esperança de conseguir ver alguma coisa no meio daquela pequena tempestade de areia. Foi aí que lhe dei um chuto nas costas, com toda a minha força, fazendo-o tombar por cima de todos os degraus, raspando e injuriando várias partes do corpo, como os braços, cabeça e joelhos. Eu bem sei que, magoando muito os joelhos, torna-se praticamente impossível, para alguém, um levantamento imediato, permanecendo deitado ou sentado durante alguns segundos, os suficientes que eu necessitei para correr pelas escadas e começar uma luta corpo-a-corpo com o meu pai.

Possuindo ele uma faca perigosa e afiada e eu apenas os meus punhos e pés, sabia que me encontrava em desvantagem para com o meu adversário, mas nunca deixaria que alguém me vencesse. Logo o meu pai, criatura maldita, que sempre se achou superior a mim. Durante toda a minha vida e progresso escolar, subestimou as minhas capacidades, mesmo que eu fosse o melhor do colégio. Às vezes, passava certos dias de férias a estudar uma matéria específica, simplesmente para o impressionar... e mesmo assim, esse tempo perdido nunca surtia efeito nenhum. Elaborava jogos de palavras inúteis, conjugando termos completamente opostos, propositadamente para me baralhar a mente e com isso, tinha a vantagem de me chamar burro, idiota, indigente, entre outros adjetivos do género. E mesmo que eu raciocinasse corretamente, era alcunhado de igual maneira. Mas tudo isso tinha acabado.

O tempo que demorei a escrever este bocado foi o suficiente para, na vida real, poder dar cabo do meu adversário. Espanquei-o sem dó nem piedade, até ter ficado imobilizado, deformado, totalmente ensanguentado. Odiava o meu pai, com todas as minhas forças, tanto que as usei para libertar todo o meu desgosto pela sua pessoa, num formato físico e igualmente doloroso ao que me tinha feito, através dos seus insultos e diversas injúrias verbais.

Após a aniquilação do último indivíduo desta casa, só precisei de expandir a minha sede de matança pelo resto dos integrantes da família. Obviamente, eu não podia ser descoberto por algum deles, caso dessem pela ausência dos meus pais e irmã e além disso... eu estava viciado em matar. Descobri que só ficaria satisfeito caso terminasse com a vida de alguém com as minhas próprias mãos.

Esta será a minha primeira noite com cadáveres em casa. Terei bons sonhos?
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Re: Fan fic: O percursor da morte

Mensagem por Massensterben em Qua Set 09, 2015 11:11 pm


Dia 11, Domingo

Após uma boa noite de sono, passada com um cheiro incómodo, mas não nauseabundo, com os cadáveres das pessoas que me ensinaram o quão pútrida a humanidade consegue ser, ainda em livor mortis, continuei a engendrar mais planos para a minha vitória a nível familiar, para ser o único sobrevivente, capacitado para escalar uma montanha de corpos inúteis embebidos em sangue.

Ainda eram 8 horas da manhã quando acordei e me lembrei de um compromisso que a minha família tinha marcado para este dia: visitar o meu avô (materno). Não era uma tarefa difícil, dado que a sua vivenda era localizada a poucos passos da nossa. Essa marcação estava agendada para a tarde, mas eu tive que me apressar. Eu sabia que ele ia, todos os domingos de manhã, a um certo local: a missa. Já todos sabem que os inocentes melros do meu ninho possuem todos (ou quase todos) uma fé em Deus e outra divindades alheias. O meu avô, em especial, era bastante religioso e nunca deixou a sua fé, nem mesmo quando a sua esposa faleceu de cancro do pulmão, no ano passado. Aparentemente, a sua crença em entidades imaginárias é ainda mais importante do que a pessoa com a qual passou a maior parte da sua vida, que no mínimo, era real e palpável.

Mas existe algo que a fé nunca poderá retirar do corpo deste velho: os seus problemas cardíacos, já num estágio bastante avançado. Quase que aposto que as suas idas à missa baseiam-se em tentativas de obter uma cura divina, mas todos sabemos que isso nunca irá acontecer.
A sua saúde, em geral, estava tão debilitada que para terminar com esta missão, só precisaria de lhe causar, literalmente, um susto de morte. Ocasionalmente, ele poderia não sofrer um ataque cardíaco ou mesmo ficar arrepiado com um susto banal. O que eu precisava era de mais técnica neste desempenho. Se eu arquitetasse um plano bastante aterrador, capaz de impressionar até os mais corajosos, aí não haveria dúvida de que o velho morreria na hora.

Inicialmente, considerei algumas tácticas mais complexas, como a inseminação de álcool na sua comida, usando, como arma, uma fruta, levando a uma hipoglicemia após o seu consumo, o que poderia até originar convulsões agudas em adultos saudáveis, ainda para mais num sujeito com uma idade tão avançada. Seria muito divertido observar um idoso tombado no soalho, a sofrer e a contorcer-se descontroladamente. No entanto, tentar pregar um susto de morte, com alguma imaginação, sadismo e certezas quanto à ocasião para a ação, soou-me mais fácil e prático. Mas pensei: o que é que um velhote de 90 anos conseguiria fazer contra um assassino perigoso? Apenas uns chutes no seu corpo seriam suficientes para dizimar a sua vida. O homem é só pele e osso e uma pequena faca seria um dos ideias para concretizar o meu plano em muito pouco tempo.

Eram ainda 8:10 quando me preparei para aniquilar o paizinho da minha mãe, já morta. Sendo parente direto da minha progenitora, não era de esperar que ambos fossem pessoas quase idênticas, não só fisicamente, mas também com alguns reflexos nos seus hábitos: As tendências que os dois possuíam para descompor mentalmente uma pessoa e irritar-se facilmente, já para não falar do consumo elevado de drogas. O meu avô era fumador compulsivo e não só usufruía do tabaco como também de outros produtos recreativos e tenho quase a certeza de que a minha mãe herdou estes vícios do seu pai. Por sorte, ela era filha única, daí eu não ter tido de aguentar mais pessoas com um feitio terrivelmente semelhante.

Quando dei por mim, já estava à porta da casa da minha vítima. Nem sequer me lembrei da sua diminuta distância, relativamente ao domicílio do seu futuro agressor. Se não tivesse deixado de pensar em maneiras simples e mortais para exterminar com este traste idoso e não recordasse o propósito de tanta sobrecarga cerebral, provavelmente continuaria em frente. É daquelas sensações semelhantes àquelas que ocorrem numa viagem de comboio: passamos por várias paragens sem notar e quando estamos perto do nosso destino, lembramo-nos do porquê de termos embarcado e a nossa atenção em redor duplica. Será algum anjo da guarda que ajuda os humanos nestas circunstâncias? Talvez seja... e é possivelmente a única coisa para a qual eles possuem poder. Não conseguem privar as pessoas da morte, sem ser por causas naturais? Será que se eu fosse atropelado por um camião e morto agora mesmo, teria sido obra de um anjo da guarda, com a intenção de salvar as vidas dos outros?

Sem nunca baixar a retaguarda e de um modo cauteloso, observei o meu avô a vestir-se a rigor, como se estivesse prontificado a dirigir-se para um casamento, quando na verdade, ia apenas a uma pseudo-cerimónia, onde não faz mais nada do que grunhir "amén" e acenar afirmativamente com a cabeça. Para ser sincero, estava demasiado bem vestido para ir a uma simples missa. Será que tinha alguma amante? Mas sejamos realistas, quem iria querer um velho que provavelmente só duraria por mais quatro meses?
Espalhadas e pregadas pelas paredes do seu quarto, haviam imensos crucifixos de cobre, iluminados por luzes vermelhas de velas artificiais, em baixo, que permaneciam ligadas à corrente durante dias a fio. O habitual em casas de pessoas mais idosas é uma pequena prateleira ou mesinha, que mesmo sendo diminuta, seria capaz de albergar molduras com fotografias da família; porém, neste quarto, não havia nenhuma. Aparentemente, era maior a prestação de culto e amor ao Espírito Santo do que à própria família. Certamente, substituiu os seus genes biológicos por crenças imaginárias e cruzes que mostram um ínfimo ser humano, cuja única recordação real que nos conferiu foi uma ossada, atualmente subvalorizada relativamente a esqueletos de animais que realmente dominaram o mundo pelo tempo que nele permaneceram.

Não era de espantar que as janelas estivessem abertas num dia como este, integrado numa semana de temperaturas altíssimas. Só precisei de ser discreto e tentar não dar muito nas vistas, de modo a conseguir entrar pela janela da casa-de-banho com sucesso e sem parecer um assaltante. Que antes fosse.
Dentro dessa divisão, havia um espelho portátil, que estava pendurado na parede à direita da única janela. Era uma casa-de-banho muito estreita e a porta estava semi-aberta, a cerca de 5 metros de distância de mim. Retirei o espelho da parede e armei-o, lateralmente, para o esbarrar, pela esquina triangular, na cabeça da vítima, matando-a com um golpe certeiro. Esperei.

Esperei durante mais de 10 minutos, contados pelo relógio suspenso e pregado na mesma parede, que mais pareceram uma eternidade. Foi quando ouvi um estrondo. Pensei, de imediato, que ele se tinha desequilibrado, caído e magoado, estando agora indefeso e totalmente vulnerável ao meu ataque. Saí rapidamente da casa-de-banho e dirigi-me ao quarto... não estava lá ninguém.
Mesmo após vasculhar a casa toda, não vi nem uma única silhueta humana alheia à minha. Entretanto, passei por uma janela que estava direccionada para o jardim, mas propriamente na pequena rampa do passeio onde o meu avô deixava o carro. E reparei que ele já lá não estava.

Pareceu-me que o meu plano tinha falhado. Ele escapou à morte prematura. No entanto, o encontro entre famílias não tinha sido desprogramado, tanto que considerei em telefonar-lhe para vir até minha casa, mas, no momento, não o fiz. De certo que estaria a conduzir e se se distraísse com o telemóvel, teria um acidente, que, na melhor das hipóteses, seria mortal. Aí, toda a cidade ficaria a saber do ocorrido e os conhecidos viriam a minha casa, para dar os pêsames. Se eu aparecesse diante de uma ou duas pessoas, tudo bem, mas se o fizesse para com todos os visitantes, certamente achariam a minha atitude suspeita, já que quem os atenderia seria eu e não os meus pais. Já para não falar do funeral...

Ficou decidido: telefonar-lhe-ia após a cerimónia religiosa. Eu ainda sabia a que horas começava e terminava, porque os meus pais levaram-me lá centenas de vezes, com a tentativa de lavar o meu cérebro com a religião. E sabendo que os costumes religiosos da treta nunca mudaram até hoje, provavelmente os horários para a sua glorificação também não.
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Re: Fan fic: O percursor da morte

Mensagem por Pam Shindou em Ter Set 15, 2015 8:03 pm

Yooo Nessie finalmente estou a comentar aqui de novo!
E oh meu deus, isto está a ser incrível. Adoro a maneira como descreves e comentas as situações através da mente do protagonista. O uso de termos mais complexos aqui e ali também dá um certo charme à coisa. E pensar que idealizaste todas estas situações na tua mente quase me deixa com medo de ti...
Bem, continua por favor, quero ver o que acontece depois!
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Re: Fan fic: O percursor da morte

Mensagem por Massensterben em Qui Set 17, 2015 10:13 pm

eu sou totalmente inofensivo, ehehe. aqui estão mais dois capitulos:


Dia 11, Domingo, continuação

Ainda que deixada por terminar esta dura missão, senti a necessidade de procurar por prazeres próprios. Diz-se que quem não arrisca, não petisca, mas, na verdade, eu já trabalhei no duro em apenas uma noite e ainda tentei reproduzir os mesmos eventos hoje de manhã. Há cerca de um dia que não tive oportunidade para descansar, nem para desfrutar de nada em específico. Foi quando surgiram na minha cabeça, pensamentos de labor sexual, muito perversos. Como eu não estava envolvido com ninguém e sabia que não poderia estuprar uma mulher aleatória que visse na rua, tentei lembrar-me de alguém próximo de mim que pudesse fazer brotar todos os meus desejos perversos, de modo a torná-los físicos, reais...

Não precisei de muito tempo para me recordar da pessoa pela qual sempre tive uma obsessão louca de amar e praticar uma relação sexual: a minha prima Lara.
Podia considerar Lara, de perto, a rapariga mais bonita, sensual e apetitosa que conseguiu passar mais de cinco minutos comigo. Ostentava longos cabelos louros, olhos verdes e muito claros, como se fosse cega. Os seus lábios eram vermelhos, carnudos, tão atraentes. O seu corpo era maravilhoso: um rosto belíssimo, peitos levantados, ombros delicados, uma fachada saudável e umas pernas elegantes. É possível que nem tudo nesta lista esteja na de um alheio de rua, mas são os meus gostos carnais. E quando eles são perfeitos, os meus instintos sexuais liberam-se, tal como na reprodução dos anfíbios.

Tinha imensas fotografias dela guardadas no computador e de vez em quando, espiava as suas atividades nas redes sociais, com esperanças de que fosse revelar uma imagem sua com mini-saia ou um pequeno top. Há quem condene isto tudo o que descrevi e penso, no entanto, ninguém me pode privar de sentir atraído sexualmente por um integrante da família. Se eu pudesse, mataria todos aqueles que nos rodearam durante anos apenas para ficar com Lara, para todo o sempre. Mas sabia bem que isso não seria possível, dado que a minha afirmação perante a família era universal e não poderia deixar ninguém de lado, infelizmente. Mas quem sabe se ela não iria denunciar os meus atos à polícia futuramente? Além disso, quem me garante que eu não vá encontrar uma parceira de estética semelhante?

Pensei em encontrar-me com ela logo no momento. Dado que me lembrei dela instantaneamente, não tão rápido poderia ser eu a esquecer-me da sua imagem preciosa, que após o pallor da sua morte, mais branca e pura ficaria.
Mas o grande problema era o dia: domingo, dia de descanso. Bem apostei que os meus tios estivessem com ela e como a sua casa não era perto da minha, de certo que achariam estranho eu aparecer lá, de um modo inconvencional, sem os meus pais por perto. Além disso, não poderia matar os meus tios facilmente, dado que eu não tinha uma arma de fogo e assim que demonstrasse um comportamento sinistro, seria logo denunciado, com as três entidades ainda vivas, possivelmente. Portanto, apenas poderia satisfazer os meus desejos no dia seguinte, quando os adultos estivessem ausentes. Lara é filha única, tal como eu, portanto, espero não encontrar mais ninguém em casa. Rezo por dois.
Quanto a este dia, apenas necessitei de esperar pelo regresso do idoso e passar uma boa tarde e noite a engendrar atos e situações humanamente influenciáveis, para garantir que Lara nunca mais regressaria da sua primeira sessão.

8:
 
 
 Dia 11, Domingo, continuação

 À porta da casa do avô, estava eu, sentado nas pequenas escadas, em baixo da porta, à espera que ele finalmente regressasse para depois nunca mais voltar. Enquanto esperava, não pude deixar de observar pequenos montes de terra escavados em áreas separadas, espalhadas pela porção de quintal visível frontalmente. Não pareciam ser escavações de toupeiras ou ninhos de formigas... na verdade, nem pareciam ser montes arquitetados naturalmente. Tanto novela que eu fiz na minha cabeça para me aperceber que eram apenas escavações feitas por pás. Eu podia entender isso, mas porque é que todos aqueles montinhos estavam tão espalhados pelo terreno? Será que é alguma planta que necessita de muito espaço para crescer? Ainda que estivesse junta a uma cerca e a uma laranjeira?

Antes que pudesse pensar em mais alguma coisa, ouvi dois sons agudos, seguidos, mas separados por um intervalo de tempo irrisório. Olhei para a frente, alarmado e vi que era o meu avô, dentro do seu carro, acabado de vir da missa. Estacionou o carro, precisamente, numa área onde estavam espalhados alguns montes de terra. O seu carro era um Fusca antigo, dotado de uma armadura bastante extensa, sendo que o veículo em si também não era realmente pequeno, ainda por cima estacionado de uma maneira provável e intencionalmente irregular. Talvez quisesse esconder alguma coisa e é pena que não durou o suficiente para ocultar as restantes, caso existam.

Aparentemente, não se esqueceu do compromisso e até perguntou pelos planos programados ainda antes de eu lhe poder ter comunicado alguma coisa. Então, sem mais rodeios, continuámos em direção à minha casa. Por momentos, pensei que tudo estava a correr bem demais para ser realidade, mas, de acordo com esta, foi mesmo assim que ocorreu. Assim que entrámos em casa, ele começou a rir, alto, às gargalhadas, trocando posteriormente para gritos de dor. Eu não sabia o que estava a acontecer, mas precisei de o calar, senão, reunir-se-ia uma multidão em redor da casa e eu seria descoberto. Ele estava exatamente atrás de mim e tinha deixado a porta aberta. O hall de entrada era muito estreito e o meu avô estava a fazer movimentos estranhos e agitados em redor do local, como se tivesse a sofrer uma convulsão, mas em pé. A única maneira de fechar a porta, de modo a que ninguém pudesse mais observar o que estava a acontecer no interior e para que o barulho alto dos seus gritos fosse abafado era dar-lhe um encontrão, de modo a que batesse na porta (que fecha de dentro para fora). Ocasionalmente, ele poderia ser morto ao tombar violentamente no chão.

Assim o fiz. A porta emitiu um estrondo também elevado, mas era algo menos perturbador ou estranho do que ouvir um idoso a gritar dentro de casa. Sentado no chão, olhou para mim, levantando a cabeça. Ele estava desprotegido, não tinha nada em seu redor que pudesse auxiliá-lo, nem que fosse durante um momento, contra um assassino auto-qualificado. Por outro lado, do meu, mais precisamente, estava um castiçal de velas, livros pesados (que matariam uma vítima frágil apenas com um golpe certeiro na cabeça), tesouras, esferográficas, enfim, tantos objetos que não me serviriam de nada para terminar bem sucedido numa luta contra adversários à altura, facilmente puderam ajudar-me numa luta contra um ser fraco e inútil. Agarrei então numa enciclopédia enorme, de capa rija e espremi-a na cabeça do idoso. Antes de começar a babar-se em sangue, disse as suas últimas palavras:

"Hás-de pagá-las!"

Senti calafrios quando ouvi esta frase, sabendo que ele estava perdido de medo, mas ainda com forças de conseguir ameaçar alguém, indiretamente, ainda com a condicionante de estar às portas da morte. Mas tudo tinha acabado. Provavelmente, fui alvo da sua senilidade. Bem o espero.
Agora, tinha duas casas nas minhas mãos. Poderia finalmente dormir numa casa livre de odores pútridos. Também tive a oportunidade de conferir alguns pertencentes arcaicos, na casa do idoso, que provavelmente render-me-iam bastante, nestes dias atuais

Ainda antes de adormecer, mas após o início de uma sessão de sono extensa, a nível local, lá para as onze da noite, regressei à casa do idoso, não só para transportar para lá os meus bens que poderiam, eventualmente, fazer-me falta (telemóvel, computador, carteira, etc.), mas também para descobrir o que estava escondido nos pequenos montes de terra que sarapintavam o jardim. Como eu moro num bairro calmo, com poucos condutores e passeantes noturnos, não havia problema em escavar porções de um terreno mesmo estando, tecnicamente, à vista de toda a população.

Com os candeeiros de rua a iluminarem a área, não houve dificuldades nenhumas para localizar os montes de terra, onde, provavelmente, houve o enterro de algum artigo cuja existência quisesse ter sido deixada em segredo. Porém, já era tarde demais para que alguém pudesse ocultar qualquer segredo cujas pistas foram deixadas relativamente expostas ao público, ainda para mais quando se restringe a uma pequena percentagem que demonstra uma grande curiosidade pelo mórbido...

Nunca me arrependi tanto por uma decisão tomada por mim. Nas primeiras escavações, que fiz com uma pá, nos montes de terra que estavam descobertos para o ar, não vi nada. Mas eu não desisti por aí, infelizmente. Após ter escavado todos os montes que via e não ter encontrado nada, lembrei-me que, debaixo do Fusca estacionado no terreno, ainda haviam alguns escavações cujo interior ainda era um mistério. Tive de empurrar o veículo por trás, de modo a que lhe pudesse conferir alguma locomoção, mesmo não estando a trabalhar. Estavam, realmente, mais alguns montes de terra naquela área e comecei a escavá-los até bater em alguma coisa que produziu um barulho seco. Não fazia ideia do que poderia ser, portanto, escavei em redor para conseguir desenterrar o objeto mais facilmente.

Enquanto escavava, encontrei outros objetos aparentemente semelhantes, que até provocaram um barulho idêntico. Pareciam frascos e encontrei alguns exatamente abaixo dos montes de terra, só que alguns ainda estavam todos por cima uns dos outros, revelando que os restantes montes que ainda não tinham escavado não estavam a esconder nada, possivelmente. Quando tirei dois dos frascos que estavam enterrados, caí para trás, totalmente enojado com o que tinha visto: dentro deles, estavam pedaços retalhados de genitais que pareciam ser de uma pessoa idosa... flácidos, rugosos e manchados de sangue, totalmente dissecados ao pormenor, como se tivessem sido cortados por um cirurgião. Era possível identificar um pénis cortado aos bocados e testículos, também totalmente desfeitos. Estes pedaços de carne e sangue encontravam-se em três dos cinco frascos enterrados. Os outros dois, estavam alagados de um líquido branco que parecia ser espesso, semelhante a esperma. Eu não sei a quem é que aquele esperma pertencia, porque eu só tive a certeza de uma coisa naquele momento:

Estava prestes a vomitar o que tinha comido antes. Eu não sabia o que é que deu ao meu avô para fazer uma coisa destas, tão aterrorizante e doentia, que até conseguiu repugnar um assassino com tanta facilidade. Ainda bem que não me deixei vencer por ele, porque de certeza que eu teria uma morte lenta e horrorosa...
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Re: Fan fic: O percursor da morte

Mensagem por Massensterben em Dom Set 20, 2015 8:23 pm

Dia 12, Segunda-feira

Tirando o tempo em que eu pensei acerca do que chegou a levar o meu avô a esquartejar órgãos genitais e a coleccionar esperma em frascos, este início do dia até correu muito bem. Não obstante, eu necessitaria de ter mais cuidado neste do que nos outros já passados, dado que, finalmente, o sol ergueu-se para lembrar as pessoas dos seus empregos e também para que se ergam quase no mesmo instante. A conveniência em estar sempre alerta num dia em que os únicos cidadãos que teriam a confiança de um polícia ou agente estão fora é precisamente por essa causa: Passam o dia a viajar de um canto para o outro, podendo, eventualmente, assistir à prática de um crime e denunciar a quem o cometeu.

Felizmente, hoje passei o dia dentro de casa...ou melhor, dentro de várias. Não só a minha, como a do meu avô, mas também na da minha querida e deliciosa prima Lara, a causa pela intensa espera do fim do dia de ontem. Eu estava em chamas por poder conceder a honra a mim mesmo de satisfazer os meus apetites sexuais, usando uma rapariga indefesa como alvo. Porém, eu tive de me acalmar. Não podia entrar em casa dela de relance nem a qualquer hora: tive de esperar até à uma da tarde, hora em que há verdadeiras certezas de que os adultos estão no seu trabalho, a almoçar, sem nenhuma preocupação, dado que o próprio local de emprego era relativamente longe da habitação dos empregados. Nem era sequer racional deixar uma jovem com o trabalho forçado de cozinhar para três pessoas, quando duas já tinham a possibilidade de se abastecer no próprio estabelecimento de emprego ou num restaurante local: é o que facilita, para quatro, um trabalho na cidade.

Com o relógio do telemóvel a marcar as 12:35h, saí da casa do idoso em direcção à da minha próxima presa. Passei o tempo a pensar nas loucuras que poderia fazer com uma pequena donzela em perigo nas minhas mãos de criminoso. Talvez se eu enroscasse o seu corpo com as mãos e a apertasse com toda a força, o sofrimento dela seria mais reduzido...mas eu não poderia deitar por água abaixo uma oportunidade destas, para revelar a minha faceta sexualmente sádica.

Quando finalmente cheguei, fui ver as horas e estas marcavam as 13:00. Logo vi que este dia estaria repleto de sorte. Ainda antes de bater à porta, escondi-me atrás da fachada da vivenda, inocentemente e olhei para uma janela, que dava para o seu quarto. Repentinamente, não vi ninguém, mas após esperar alguns segundos, consegui visualizar a minha vítima: Lara continuava a ostentar os seus longos cabelos louros, pele clara e olhos brilhantes. Vestia apenas um macacão verde e curto, deixando-lhe os braços, o peito e as pernas de fora. Só de a ver durante uns poucos segundos, fiquei imediatamente excitado e bem poderia masturbar-me no momento, mas não o quis fazer. Tive de suster todos os meus apetites insanos para ela, diretamente.

Foi então que regressei à fachada e bati à porta. Julgo que ela me tivesse visto pelo pequeno óculo da porta, daí ter aberto a porta rapidamente. Logo que olhou para mim, soltou um radiante sorriso, mas voltou-se para trás, instantaneamente. Aí, eu tive de começar a sessão, já não podia ficar mais tempo à espera... fechei a porta silenciosamente e enquanto Lara caminhava, pus-lhe o pé à frente dos seus, fazendo-a tombar de frente. Mas antes que caísse, soltei o pé de novo, para a chutar, fortemente, na barriga. O impato foi tão forte que reparei que ela ficou suspensa no ar, a poucos centímetros do chão, durante cerca de 2 ou 3 segundos. Caiu de rabo no chão e seguidamente, ajoelhou-se, cruzou os braços sobre a barriga e foi abaixando a cabeça e aí, vi que ela estava a deitar muito sangue pela boca.

Estava frágil e nem sequer deveria conseguir falar ou gritar por socorro. Então, continuei a pontapeá-la no estômago até que finalmente tombou pelo chão, inconsciente, mas ainda a derramar sangue, não só pela boca, mas também pelas narinas, cobrindo o rosto com o espesso líquido vermelho. Logo que perdeu os sentidos, aproveitei para a despir e usei o cinto que ela trazia, junto com o meu e uma extensão elétrica que encontrei em baixo do computador fixo da sala e amarrei-a, com os braços juntos ao corpo. Não dei conta sequer que ela não trazia vestido um sutiã ou cuecas, dado o meu estado de espírito movido a insanidade e predação sexual, que não se importava sequer com a lógica das coisas.

Amarrada e bem apertada como a deixei, ela nem sequer se poderia mover ou erguer-se, dado que eu a tinha deixado sentada no chão. Ela estava toda nua e finalmente aproveitei para começar a estudar o seu corpo, apalpando e dando pequenas mordidas e lambidelas pelas suas pernas, pescoço e rosto, que eram as únicas partes que não estavam amarradas. Depois disso, deitei-a no soalho e separei as suas coxas para os lados, deixando a sua vagina à descoberta. Foi aí que comecei a passar com os dedos pelas suas extremidades, acabando por colocar lá dentro o punho inteiro. Imediatamente, Lara acordou e julguei que ela fosse gritar por ajuda, mas na posição em que eu estava, não poderia sequer dar-lhe outro pontapé ou murro na barriga, apertá-la ainda mais ou esganá-la, de modo que pensei em abrir a mão, a que estava dentro da sua vagina.

Assim o fiz e de imediato, ela largou um suspiro de prazer, acompanhado de lágrimas que escorriam pelos seus olhos e lavaram a sua cara do sangue que tinha fluido. Ao passar com a mão pelo interior da vagina, pude apalpá-la por dentro, adicionando alguns belisques e arranhões, que fizeram a donzela começar a gritar de prazer e a chorar, simultaneamente. Não tardou muito até conseguir colocar o antebraço lá dentro, na sua totalidade... e o que mais me intrigou foi o facto de não ter conseguido encontrar a membrana do hímen. Eis que Lara tinha começado a comprimir o meu antebraço com as coxas, mas quando comecei a arranhar e a arrancar alguns pedaços da parede vaginal, ela logo enfraqueceu e amansou.

Quando retirei a mão de dentro da sua vagina, vi que estava com alguns pedaços pequenos da parede vaginal encalacrados nas unhas. Tirei-os e levei-os à boca. Tentei saboreá-los, mas não senti nenhuma particularidade.
No momento em que olhei para Lara, ela revelava uma expressão de sofrimento e horror, agrupada com uma respiração ofegante e gemidos. Eu já estava farto de ouvir os seus queixumes, então, peguei nos cintos que envolviam o seu corpo e arranquei-os, deixando a extensão elétrica no mesmo sítio, a prender os seus ombros. Sem os cintos, a sua barriga ficava à mostra e aproveitei para pegar numa cadeira e deixar um dos seus pés encravados nela. Posteriormente, sentei-me na cadeira, fazendo uma forte pressão na barriga da donzela. Para além de ter recomeçado a derramar sangue pela cavidade oral, revelou uma ligeira dificuldade em respirar. Eu sabia que após quatro minutos sem oxigénio, o cérebro começava a morrer e eu não queria que ela falecesse ainda. Mas até lá, ainda pude fazê-la sofrer por falta de oxigénio. O sangue que ela cuspia era ostentava uma cor vermelha viva e era tanto que começou a tingir os seus cabelos louros com uma tintura mórbida.

Contei exatamente um minuto, levantei-me da cadeira e atirei com ela para o chão. Lara ainda se ergueu, com alguma dificuldade, para poder recuperar o fôlego, mas eu não a deixaria descansar tão rapidamente. Peguei na extensão pela que estava ligada às tomadas e coloquei o pé em cima da outra ponta, da ficha. Comecei a apertá-la ainda mais, deixando os seus braços roxos da força da pressão. Apertei-a com tanta força que arranquei, sem querer, a ponta da extensão, onde estavam localizadas as tomadas. Imediatamente, peguei nela, virei Lara ao contrário, ainda amarrada e coloquei a caixa das tomadas dentro do seu ânus, empurrando-a consistentemente até desaparecer por completo. Durante o processo. a donzela soltou vários gritos que pareciam ser os de prazer, o que demonstra a sua perversão por submissão.

Novamente, coloquei-a ao contrário, virada para cima. Eu estava extremamente excitado e a única coisa que me ocorreu fazer foi uma relação sexual com a minha própria prima. Eu fiz-lo. Não me arrependi de nada. Quando finalmente senti o esperma a ascender, levantei-me e deixei-o cair sobre o corpo nu de Lara. Acreditei que ela nem sequer sentiu o líquido quente derramado pelo seu corpo, de tão chocada que estava com o sucedido até ao momento.

Acalmei-me finalmente, Vi as horas: duas da tarde. Ainda era cedo e era certo que eu ainda tinha muitas mais horas de incesto para aproveitar. Antes que Lara pudesse começar, eventualmente, a gritar, chutei o seu estômago de novo, com força suficiente para a fazer deslizar pelo soalho. Estive à procura de algumas outra coisa que servisse de corda para amarrar as suas pernas, de modo a que não tivesse hipótese alguma de se levantar. E enquanto procurei por isso, acabei por achar algo que nunca me tinha passado pela cabeça antes.
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Re: Fan fic: O percursor da morte

Mensagem por Pam Shindou em Dom Out 18, 2015 3:37 pm

YO NESSIE HÁ QUANTO TEMPO NÉ
Lamento imenso toda a demora, não ando nos meus dias... semanas, meses, o que for.
Mas wow, isto foi doentio. Excelente trabalho. Quero mais.
Só uma coisa, aí neste último capítulo escreveste "era ostentava" ou algo assim. De resto, não creio ter achado mais nenhum erro. Não sei se já escreveste mais, deduzo que sim. Continua por favor~
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Re: Fan fic: O percursor da morte

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